terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

LETO E PITONISAS (EM PARÓDIA DE UMA VIDA DURA)

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Leto: Por que insistes em jogar brilho em meus olhos? Por que insistes em me olhar tão profundamente fingindo ser quem eu sei que não és? Com a boca me beijas e com a cauda me derrubas? Que espécie de ser poderia acreditar em ti, depois de ver o que fazes? Não vês que não tenho interesse nesse tipo de coisa? Não vês que sou mais simples? Tudo que quero é dar a luz aos meus filhos. Filhos que gero dentro de mim e que tento trazer ao mundo.

Pitonisas: Leto, por que me questionas assim? Por que me perguntas? Acho injusto o que dizes ao considerar tudo que fiz e que estou fazendo em prol do teu encontro com a lua e com as estrelas! Confie em mim e acredite nas coisas que te digo... Algo muito bom está por vir, está por acontecer... Muito em breve verás a Luz.

Leto: Tu és a serpente nascida do lodo, que tenta me cegar com essa luz que emites nos olhos. Mas percebo que com a cauda me persegues e me bates enquanto me beijas a testa, alcançando assim o que realmente de mim procuras. E, como serpente, tens uma bela pele, tua couraça é resistente... Pitonisas, muito bem te camuflas. Se contemplarem muito tempo teus olhos pode ser que sejam hipnotizados. Mas, amiga serpente, o que realmente me encanta nesta vida, não me deslumbra! O teu erro começa na tua falta de sinceridade e a mentira fecha o ciclo que te desnuda. Apolo, o Deus da Divina Distância, já lançou as flechas que agora te derruba...

(By Me)

* After lengthy analysis of the "friend's" darts that wound me, but I did not drop. I see a lot more than you can imagine.

IMAGE: Eugène-Victor-Ferdinand Delacroix (1780-1867)-'Apollo slaying Python'-oil on mounted canvas-1851 Paris-Musée du Louvre

domingo, 12 de fevereiro de 2012

PENSAMENTOS QUE ME VEM…

Em alguns momentos, ao sabor de uma xícara de café, me vem coisas assim:

NÃO TENHO MEDO DE LOBOS. O QUE ME ESPANTA, ÀS VEZES, SÃO OS CORDEIROS!!!

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Feliz Natal a Todos! (Aos Artistas em Especial)

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Aos artistas, em especial, desejo um ano novo de muita competência, generosidade, humildade, disciplina, compromisso, responsabilidade, idoneidade e respeito ao próximo... O suficiente, muito antes do talento, para nos tornarmos artistas de respeito.

Ao longo dos anos, verifico que estas qualidades andam em falta no mercado. Logo, em 2012, procuremos melhorar estas coisas para que sigamos fazendo trabalhos dignos, elogiosos e que saltem explicavelmente aos olhos dos nossos expectadores.

Vamos dar aos outros exatamente aquilo que gostaríamos de receber... Vamos lembrar que fazemos parte de uma grande família gerada por Téspis e abençoada por Dyonisos.Vamos ter a valentia de Téspis, mas não vamos nos esquecer que que saímos do coro!  Vamos lembrar que sem o outro não somos nada e que a profissão do artista é, sobretudo, uma profissão de extrema responsabilidade, generosidade, sacerdócio e coerência.

Sem o outro somos um abismo profundo, cujo vento, sozinho, só será capaz de transmitir os ecos desse "eu sozinho". Em 2012 desejo que todos nós enxerguemos mais quem está à nossa frente ou ao nosso lado. Sem isso, não seremos capazes de enxergar o que está "no entre" que é muito mais importante que o que está apenas em você ou em mim.

Desejo que reconheçamos nesse entre todo o esforço de um e do outro para fazer a magia teatral, cinematográfica ou televisiva acontecer. Desejo simplesmente que nos ajudemos mais, que enterremos, de uma vez por todas, todo esse egocentrismo e vaidade que circundam a nossa profissão.

Tomo a liberdade de desfazer a assertiva que há séculos ouço dizer, aos atores mais especificamente, que ator é pago para mentir. Execrando este conceito, afirmo o contrário: Afirmo que ator é pago para viver uma verdade! E que para chegar ao encontro da mesma, é preciso que, antes de tudo, sejamos verdadeiros primeiramente conosco e com os outros por fim. Desejo, sobretudo, que, enquanto artistas, encontremos a nossa própria verdade. Que sejamos justos e que, onde quer que estivermos, estejamos inteiros e de posse do verdadeiro desejo de fazer! Só assim, neste ser completo, poderá nascer o conceito de um artista de verdade.

Penso no outro todos os dias. Antes de dormir, penso no que fiz de bom para meus companheiros... Isso me parece um grande exercício de auto-análise e um bom caminho para aperfeiçoar e reafirmar nosso compromisso de responsabilidade com cada um que encontramos nos caminhos dessa nossa profissão.

Em 2012, desejo que sejamos capazes de compreender mais a nossa função no mundo. O verdadeiro significado da palavra ARTISTA e de todas as palavras supra-citadas que, haja visto, competem ao universo de um verdadeiro artista. E, essencialmente, que compreendamos melhor os segredos da palavra humano. Quem sabe assim, juntos, possamos continuar fabricando sonhos com mais responsabilidade, respeito e, sobretudo, dignidade. Exercendo assim, o verdadeiro conceito bíblico de amor ao próximo.

PARA REFLETIR:

“Você não é exatamente aquilo que você pensa que é. Ao contrário disso, você SEMPRE será aquilo que os outros pensam e comentam sobre você. Isto posto, você é o seu legado.”

( Oscar Calixto )

domingo, 4 de dezembro de 2011

APALCA - Academia Palmeirense de Letras, Ciências e Artes

 

Sem títuloCom imensa alegria, neste final de ano (29/11/2011), fui empossado pela presidente Isvânia Marques como Membro Correspondente da APALCA.  A lisonja advém da Publicação de “Sobre Homens e Abismos”, que modestamente publiquei em 2008 e que, ainda hoje, me rende surpresas como esta. Quando publiquei “Sobre Homens e Abismos” não achei que resistiria a mais que um ano vendas. No entanto, para minha surpresa, a publicação persiste sendo vendida até hoje no site da editora e em algumas livrarias de São Paulo. Lembro que, já em vias de lançar o livro, eu considerava sua relevância, posto que tinha outras obras de maior valor literário em meu HD e que talvez merecessem a publicação no lugar desta. No entanto, concretizamos, eu e a Editora livrositeoscarBaraúna, a publicação da mesma e, fechando o ciclo de surpresas, no final deste ano, sou empossado como Membro Correspondente da APALCA. Agradeço a Academia pela consideração destinada à obra e a minha pessoa. Espero fazer juz à cadeira. Para finalizar, fica o que acabo pensando em situações como esta: “A dúvida será sempre a prova de que transitamos por lugares incomuns.”

“…E se a terra não é terra que se precise remexer

Nada cria o homem; apenas vê nascer.

Então que ande cada um em busca de novas terras,

Em busca de um lugar não visitado e incomum.

Visto que quem não busca erra

Por não ver nascer uma flor que plantou,

Mas que por si própria nasceu, cresceu e desabrochou.”

( Lugar Incomum – O.C.)

Link da publicação Site da APALCA: http://news.apalca.com.br/?p=465&nggpage=2

domingo, 20 de novembro de 2011

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Avant Première – O Abajour (Cascavel – PR)

 

dsc_6746-smallE ae, galera! Já estou de volta ao Rio. A Première de o Abajour em Cascavel – PR foi sensacional. Adorei conhecer a cidade, as pessoas, tudo muito bom. O Evento de lançamento aconteceu no JL Shopping. Antes, tivemos um coquetel com entrevistas e, logo após, tivemos a primeira exibição do filme na telona. Queria deixar meus agradecimentos especiais a Karin Bönisch que viabilizou grande parte deste evento em Cascavel. É sempre muito bom quando nos deparamos com pessoas que tem uma preocupação cultural e a Karin comprou a briga do filme geral! Foi genial. Além do prazer desta nova amizade, posso dizer que ela foi a verdadeira madrinha de “O Abajour” na cidade, sem falar, é claro, de todos aqueles que contribuíram de alguma forma. Logo após a exibição, tivemos uma  ótima comemoração no Hooligans Pub. Lugar excelente para a festa… Muito aconchegante! E para comemorar conosco e fazer “a terra tremer” a banda Ecos da Tribo abriu o show principal de Rodrigo Santos, Fernando Magalhães (Barão Vermelho) e Kadu Menezes (Kid Abelha). À parte, os caras são geniais!!!  Comemoramos pra valer. Aproveitei pra descansar e voltar com as energias renovadas para decorar as  páginas de roteiro do novo filme que, em janeiro, se Deus quiser, estarei gravando em Buenos Aires. Muchas hojas a memorizar…  rsrsrs…  Deixo então vocês com algumas imagens do evento de lançamento do filme. Abraço!!!

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domingo, 6 de novembro de 2011

sábado, 29 de outubro de 2011

“A História do Soldado” de Stravinsky e Ramuz volta aos Palcos Cariocas em 2012

 

A História do Soldado (do original francês L'Histoire du Soldat), montagem inédita não apenas por sua concepção arrojada e apresentada em português, mas principalmente por ser completa e teatralizada, voltará aos Palcos cariocas em 2012. O espetáculo, com poucas apresentações no teatro Nelson Rodrigues, contará com a execução das músicas de Igor Stravinsky ao vivo pela premiada Orchestra Bachiana Brasileira. O argumento, de inspiração faustiana, é baseado num conto popular Russo. A obra foi composta por Stravinksy para sete instrumentos (violino, contrabaixo, fagote, corneta, trombone, clarinete e percussão) e criada  a partir do texto de seu amigo Charles Ferdinand Ramuz. 

SOBRE A OBRA DE STRAVINSKY

A_HIST~1_thumb[3]O início da carreira de Stravinsky ficou marcado pelo vigor da música tradicional russa e pelas referências estéticas do primitivismo na arte, cujo maior exemplo é A sagração da primavera. Depois disso, o compositor virou a página e assumiu a vanguarda do neoclassicismo. A história do soldado foi a primeira obra a ser escrita no quadro dessa nova disposição criativa. Consiste numa partitura para sete instrumentos que se desenvolve numa dimensão cénica, ao fazer-se acompanhar por uma história "para ser lida, interpretada e dançada".

Decorria o ano de 1918 e o mundo ainda estava em guerra. Nesse contexto, Stravinsky concebeu esta opereta itinerante, "dando voz" a um soldado que vira as costas à guerra e se coloca a caminho de casa com o seu velho violino. Revela-se então um universo fantasioso em que têm lugar um amor desfeito, um diabo, uma princesa, toda a magia da música e o triunfo da traição

SOBRE A HISTÓRIA DO SOLDADO

Corria o ano de 1918. O mundo estava em guerra, a Rússia andava às cegas com a fome e com sucessivos golpes revolucionários. Aos olhos do povo, até parecia que o diabo andava à solta. E foi assim que surgiu a ideia duma opereta. Stravinsky compôs a chamada “História do Soldado”. Um militar que decide simplesmente virar as costas à guerra. 171734_1727139451297_1022747823_1987864_5442495_oO cabo pega na trouxa e no seu velho violino, e põe-se a caminho de casa, à pé. Lá pelas tantas aparece o diabo disfarçado de velhote propondo ao soldado uma troca. “Você me dá o violino e eu te dou um livro que te trará riqueza e felicidade.” Bom negócio, pensa o soldado, mas como não sabe ler, pede ao diabo que o ajude a decifrar o texto. Isso demoraria 3 dias diz o diabo. O som do violino, na opereta, representa o soldado às voltas com o livro. Fazem a troca. O soldado se pôe novamente à caminho de casa. Passaram 3 anos. O diabo disse que eram só 3 dias. Quando chega a casa o soldado descobre que a noiva o deixou, convencida de que ele havia morrido na guerra. Ela, já estava casada e com filhos. Total desilusão.


O soldado volta a vagar pela estrada. Quando chega à grande cidade se depara com um desfile real. A alegria da realeza é aparente. O rei está aflito porque a princesa está deprimida e só melhora com música. O rei emCANON_31 desespero promete a mão da filha a quem conseguir cura-la. O soldado chama pelo diabo e propõe-lhe jogar carta e se ganhar o diabo lhe devolve o violino para que tente curar a princesa com sua música. A negociação entre os dois é representada pelo duelo musical entre um violino e um clarinete. O soldado consegue vencer o diabo na jogatina.


Ele vai até a princesa tocando uma musica alegre e tira a donzela do torpor. O diabo, escondido, aproveita para lançar um novo feitiço enquanto dança ao ritmo do violino. A princesa desperta e agradecida se casa com o soldado. A vida parece ficar bem. A história aponta para um desfecho idílico. Mas a princesa, algum tempo depois, propõe ao soldado uma viagem. Quando atravessam uma fronteira, o diabo aparece e malandro faz o casal mergulhar num sono profundo. Ficam os dois desmaiados para sempre e o diabo a bailar celebrando o triunfo dançando diabolicamente.


O compositor descreveu os azares da Rússia a partir duma alegoria, em que os sons do não representa apenas música. Pode também simbolizar uma gargalhada, ou numa guerra o diabo a cavalgar nas balas de um canhão.

Para quem não viu a montagem no Centro Cultural dos Correios em 2011, em breve terá uma nova oportunidade de apreciar o Clássico de Stravinsky e Ramuz. A direção do espetáculo é de  Luiz Duarte e a Regência  Maestro Ricardo Rocha.

Montagem Alemã para Ballet:

 

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Noites com Sol

Depois de prestigiar o filme "Vamos fazer um brinde" da querida amiga Ana Miranda, tivemos uma noite agradável e produtiva com queridos amigos. Pontapé inicial foi dado. E m breve teremos novidades...

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Trailer – O Abajour

Galera, saiu o Trailer Oficial de "O Abajour"  -  É claro que espero todos vocês na estréia! Grande Abraço...

O Abajour - Trailer from Tower Filmes on Vimeo.