terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

LETO E PITONISAS (EM PARÓDIA DE UMA VIDA DURA)

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Leto: Por que insistes em jogar brilho em meus olhos? Por que insistes em me olhar tão profundamente fingindo ser quem eu sei que não és? Com a boca me beijas e com a cauda me derrubas? Que espécie de ser poderia acreditar em ti, depois de ver o que fazes? Não vês que não tenho interesse nesse tipo de coisa? Não vês que sou mais simples? Tudo que quero é dar a luz aos meus filhos. Filhos que gero dentro de mim e que tento trazer ao mundo.

Pitonisas: Leto, por que me questionas assim? Por que me perguntas? Acho injusto o que dizes ao considerar tudo que fiz e que estou fazendo em prol do teu encontro com a lua e com as estrelas! Confie em mim e acredite nas coisas que te digo... Algo muito bom está por vir, está por acontecer... Muito em breve verás a Luz.

Leto: Tu és a serpente nascida do lodo, que tenta me cegar com essa luz que emites nos olhos. Mas percebo que com a cauda me persegues e me bates enquanto me beijas a testa, alcançando assim o que realmente de mim procuras. E, como serpente, tens uma bela pele, tua couraça é resistente... Pitonisas, muito bem te camuflas. Se contemplarem muito tempo teus olhos pode ser que sejam hipnotizados. Mas, amiga serpente, o que realmente me encanta nesta vida, não me deslumbra! O teu erro começa na tua falta de sinceridade e a mentira fecha o ciclo que te desnuda. Apolo, o Deus da Divina Distância, já lançou as flechas que agora te derruba...

(By Me)

* After lengthy analysis of the "friend's" darts that wound me, but I did not drop. I see a lot more than you can imagine.

IMAGE: Eugène-Victor-Ferdinand Delacroix (1780-1867)-'Apollo slaying Python'-oil on mounted canvas-1851 Paris-Musée du Louvre

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