Há algum tempo escrevi esse poema… (Eu não sabia em quem votar). Cá estou eu me perguntando novamente qual dos candidatos merece nos representar. E não encontro resposta! Hoje, vasculhando meus arquivos, às vésperas de uma nova eleição presidencial, deparo-me com o poema novamente. E continuo acreditando que desejo as mesmas coisas, não somente para mim, mas para todo cidadão brasileiro. E queira Deus que haja em mim, algum dia, orgulho do voto que deixei na urna, pois até agora, o que houve foi muita decepção. Confesso que tenho uma enorme preguiça de ir à urna eletrônica depositar o meu voto; um descontentamento em eleger o representante do meu povo e disso eu sinto vergonha. Nessas épocas de eleições eu fico pensando como todo político fica “bonzinho”. Ligo a televisão, no horário da propaganda eleitoral e fico pensando “Se todas essas intenções fossem de verdade e se tudo que fosse prometido fosse mesmo cumprido, então acho que eu seria ALICE e que estaria vivendo NO PAÍS DAS MARAVILHAS!” Tenho pavor de pegar santinho de político na rua. É realmente uma coisa que detesto. A sensação que tenho quando olho para as carinhas sorridentes dos políticos estampadas e seguidas do seu número eleitoral é que eles estão me dizendo assim: “Sou eu que vou te ferrar!” ou “Me dá uma chance de trapacear” ou “Tudo que eu fizer de ruim a culpa é sua!” Por isso, geralmente, só decido em quem votar na hora, no último instante. Queria acreditar na boa fé desses políticos, mas até agora, acho um ato quase impossível. Acabo votando naquele que creio que pode fazer menos besteiras que o outro. E enquanto isso, fico pensando “Queira Deus que haja em mim, algum dia, motivos para ter esperança”. E foi exatamente com isso que comecei o poema:
DA PÁTRIA AMADA BRASIL
Queira Deus que haja em mim
Algum motivo para ter esperança
No país que aprendi a amar desde criança
E que tem tirado de mim a minha herança.
Queira Deus que o meu filho possa crescer
Numa terra a que ele ainda possa amar,
E colher os frutos da conquista que hei de deixar
Para que sábio ele possa viver.
Queira Deus que o meu governante me olhe
Não apenas como cego eleitorado
Que pode ser iludido, convencido ou enganado
Por um discurso bonito e por um pouco de água no solo rachado.
Queira Deus que meu filho sinta orgulho da bandeira;
Queira Ele que eu nunca cante o hino de qualquer maneira.
Queira Deus que o futuro ainda queira
Que o meu país hasteie com orgulho a sua bandeira.
E que em seu hino o povo grite Salve, Salve!
Pois dos filhos deste solo ainda és mãe gentil.
E espero que sejas sempre
Pátria Amada Brasil.








