quinta-feira, 30 de abril de 2009

Sobre Homens e Abismos

Não Perca a Oportunidade de uma Boa Leitura! Compre já o Seu!

 

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Por *Roberto Márcio Pimenta

“Incrível: Existe uma magia literária presente em cada página do livro!

Ainda que não bastassem os prêmios que obteve como ator e dramaturgo, Oscar Calixto nos oferece mais esta preciosidade da Literatura Brasileira.

Seus contos nos fazem viajar sem tirarmos os pés do chão. São escritos que afloram os sonhos esquecidos e nos conduzem à reflexão acerca da existência humana. O imaginário se impõe, como via de regra, às experiências existenciais que a realidade não é capaz de nos proporcionar.

Sua contribuição, como o artista que é, nos faz recompor figuras e tipos através da dispersão das partes de um todo. Consegue criar do caos um cosmo: as partes se atraem e são o céu e as estrelas de um mosaico celeste. Assim as peças formam a unidade que tanto nos encanta.

Não é por acaso que detém esses títulos: trata-se de um grande contista! Segundo Holden Caufield, personagem de J.D. Salinger em “O Apanhador no Campo de Centeio”: “ Bom mesmo é o livro que quando a gente acaba de ler fica querendo ser um grande amigo do autor pra poder telefonar pra ele toda vez que der vontade.” É assim, exatamente, Oscar Calixto. É este dom de captar o cotidiano e inserí-lo nos seus contos que faz de Oscar Calixto o grande autor que nos abastece com seus escritos. Por isto, prezado leitor, acredito que terá vontade de pegar o telefone e ligar para Calixto tão logo leia estas páginas.”

* Roberto Márcio Pimenta é formado e pós-graduado em Letras e tem vasto currículo no trato da Língua Portuguesa.

Do Jornal Tribuna do Sertão

“Sobre Homens e Abismos é o primeiro Livro de Contos de Oscar Calixto. “A obra aborda a questão existencial de forma bastante elíptica... Seus personagens debruçam-se diante de seus próprios abismos, talvez, na intenção de fazer com que nos encontremos com os nossos. Ler “Sobre Homens e Abismos” não é somente entrar num universo literário, é, antes de tudo, provocar, em si, sensações, frustrações, desejos, fantasias, tais quais as provocadas na vida de seus personagens.”

Do Prefacio do Livro

Uma das experiências humanas mais profundas e transformadoras é quando um escritor consegue transpor os limites do seu mundo, fazendo com que seus personagens internacionalizem-se, passando a ter nomes e atitudes iguais ou distintas do nosso povo; além de viverem experiências inusitadas, que sugerem sempre um recomeço, apesar do final de cada ação desencadeada pelos personagens. Adotando como vértice de seus textos o ser humano e seus anseios, o jovem escritor Oscar Calixto leva-nos a viajar com seus personagens ricos e contraditórios a um só tempo. As estórias aqui narradas são, acima de tudo, frutos do talento inegável do autor.

Antônio Carlos Affonso dos Santos

Uma das experiências humanas mais profundas e transformadoras é quando um escritor consegue transpor os limites do seu mundo, fazendo com que seus personagens internacionalizem-se, passando a ter nomes e atitudes iguais ou distintas do nosso povo; além de viverem experiências inusitadas, que sugerem sempre um recomeço, apesar do final de cada ação desencadeada pelos personagens. Adotando como vértice de seus textos o ser humano e seus anseios, o jovem escritor Oscar Calixto nos leva a viajar com seus personagens ricos e contraditórios a um só tempo. As estórias aqui narradas são, acima de tudo, fruto do talento inegável do autor.

Também à venda:

Livraria Emporio das Letras

Rua do Catete, 311, sobreloja - Galeria do Cinema São Luiz - Largo do Machado - Rio de Janeiro - RJ

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terça-feira, 28 de abril de 2009

Quando encontra em Madrugada

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Nua

Estrada sua

Que é pra colher as flores que se mostram

Brancas ou amarelas

Rosas vermelhas e alaranjadas

Como o traço

Daquelas coisas

Que a gente gosta quando encontra em madrugada

E não dá pra fingir

Nem sair por aí

E não dá pra notar que precisa dormir.

Em plena rua

Que é quase tua

São teus mistérios e os teus segredos

Varrendo a sua

Estante crua

À luz da lua

Que brilha ao longe te banhando em prata

Nua

Estrada sua

Em plena rua

Que é quase tua

Varrendo a sua

Estante crua

À luz da lua nua

Tua

Estrada nua

Em plena lua

Varrendo a estante crua

Que é quase tua rua.

Nua.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Multipsicomorfoses


Deitas tua cabeça no meu colo
És tão branca quanto negra
Aliso teus cabelos,
Acaricio tua face;
Pareces morta,
Mas é só tua mente que se desloca;
Pareces fria,
Mas talvez seja a minha nostalgia
Nesse tempo rebelde
Cheio de encontros e desencontros
Cheio de correrias.
Pai, mãe, filho, profissão, agonia.
Parecem brancos os teus cabelos
E, no teu rosto, rugas até já vejo.
Desnudas de ti todas as tuas preocupações,
Teus anseios, angustias...
Os nossos meios te deixaram mesmo mais madura.
Roubaram de ti um pouco da juventude crua.
Agora, enquanto meus dedos percorrem teus brancos cabelos,
Teus olhos tentam ficar abertos, travando desafios.
Queres esquecer, por um instante o calafrio?
Queres viver, por um momento, um tempo sem tempo?
Mas todo momento tem um tempo.
E esse tempo terá passado quando acordares.
Mesmo assim, cerras teus olhos.
"Respira teus ares, pobre criança!
Descansa!
Só não percas a esperança!
Posto que quem busca realmente alcança,
Senão o objetivo, ao menos outra esperança!"
E assim há de ser
Até que eu veja brancos todos os teus cabelos
Até que eu não precise mais de atenção
Para observar as tuas rugas.
O que hoje desnudas
Amanhã não será vestido.
E o que amanhã vestiremos, não terá sentido.
Posto que o que o tempo se encarrega de mostrar-nos
Ele mesmo se encarrega de fazer-nos esquecidos.
Não importa com o que hoje você se importa.
Oportunamente, importar-se, será inoportuno.
As tuas rugas te dirão mais claramente
O que hoje a sua mente não pode perceber.
Aproveites esse momento de tua cabeça no meu colo,
Pois, em breve, o meu ser e o teu ser
Terão outro modo de ser
E já nem estaremos tão mortos de tanto viver!
Apenas estaremos...
Tanto eu, quanto você!

sábado, 25 de abril de 2009

A arte de encontrar-me contigo.


Encontro-me contigo
Na esquina do teu lado lírico.
Encontro-me contigo no silêncio,
No teu quê empírico.
Encontro-me em toda rua
E onde ruas não existem.
Encontro-me dentro e fora do teu abismo.
Encontro-me contigo
Como se estivesse encontrando-me comigo.
Encontro-me na chuva,
No sol,
Num abalo sísmico.
Encontro-me nas nuvens,
No céu,
No oceano índico,
Encontro-me inclusive no que te perdes,
Onde não te reconheces,
E no que remetes
Ao infinito.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

A merd d um dia de merd!

Às cinco da madruga, dos ultimos dias, eu fiz um poema. Este, para expressar a indignação que sinto, às vezes, com algumas coisas do mundo. Talvez eu o substituisse pelo vídeo do Woody Allen, logo abaixo... Ando mais para encar as coisas desse tipo dessa forma... Que é quase como estou ficando diante de algumas situações... Seguem poema e vídeo:

A merd da vid
É concret enquant eu sou bris
A merd da vid
Es só merd nada fic
Se ach que falt um sorris
É porq t enganas sobr a vid
E a pior merd é q d merd, sair, no consig
Se me encontrass com quem inventu tod la merd
Perguntari por q viver
Se viver nest merd no faz sentid.
Nasc por q?
Cresc pra q?
Viv e chor por q?
Cas, trabalh, filh e dinh pra q?
Se na merd continu a viver?
Merd por merd melhor no ser!
Por q de la merd fazem merd pior aind.
Merd se sou merd!
Mas merd maior é a merd de quem no se perd;
De quem se ach melhor q eu q sou merd.
Esse merd se quer sab de la merd q é se perd par se ach um dia!
Conclu finalment que quas tud es, na verdad, um grand merd.
Pois o q é melhor q iss hoj se perd.
Fic só o q é concret
E continu na merd o que é como bris.
Merd que essa merd é uma merd!
Se no foss merd,
Na vid, sem merd,
Eu até acreditari!

Acho melhor trocá-lo mesmo por isso: