É desse ser
Que nasce aqui outra vez
Desse mundo que gira apressado
Dessa falta de ética que caminha de lado
Dessa fé cética que não deixa legado
Desse grito cortante que passeia de carro
Desse chá enervante que tomo calado
Dessa desnatureza
E com certeza
Desse ruir
Sem motivo, sem libido, nem trocado
Que nasce um Zumbi.
E é desse ser
Que surge na violência discreta
Que corre atrás de uma meta
Que obedece aos caprichos do mundo
Que tem obrigação de vencer
Que não se importa mais com o ser
Que não sabe o sentido de viver
Que abre um livro, mas não lê
Que observa as artes, mas não vê
Que late, bate e pede para crer
Desse ser que não é ser
Que nasce a violência no mundo outra vez.
E é dessa violência que nasce e cresce
E que dispara fúria pelo cano de seu revólver
Que cospe pólvora, fogo e bala
Que atravessa a cidade com ar de indignidade
Que planta ódio e semeia a infelicidade
Que julga, grita, cheira e mata
Que arrebata e arrebata e arrebata
Que nasce outro ser com ódio
Nesse mundo outra vez.
Pronto para criar outros Zumbis!
Zumbis são vis!
Os Zumbis nascem de nós!
Os Zumbis são o giz
Desse mundo que amarramos sem dó
Com um nó
Bem na ponta do nosso nariz!
*Um zumbi, também grafado como zombi e zombie (em francês, no Haiti) é tradicionalmente um morto-vivo que foi associado erroneamente ao Vudu, crença espiritual do Caribe. O conceito do zumbi serve também como referência à servidão ou desgaste físico e doença.
Esta criatura é um ser humano dado como morto que, segundo a crença popular, foi posteriormente desenterrado e reanimado por meios desconhecidos. Devido à ausência de oxigênio na tumba, os mortos vivos seriam reanimados com morte cerebral e permaneceriam em estado catatônico, criando insegurança e medo nos vivos. Como exemplo desses meios, pode-se citar um ritual necromântico, realizado com o intuito maligno de servidão ao seu invocador.
A figura dos zumbis ganhou destaque num gênero de filme de terror no qual essas criaturas manifestam apetite pela carne humana (canibalismo). Nesse caso, o termo morto-vivo (do inglês living-dead), é muito usado.









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