quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

SER BREGA É CHIQUE!

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No íntimo, somos bregas.

Porque brega é a verdade da alma

Que não precisa de máscaras e que não se disfarça, nem faz de conta,

Mas simplesmente é aquilo que é.

Brega é o espontâneo,

A máxima das frases ditas com exagero

E de todas as músicas tocadas e cantadas como melancolicamente vividas.

Brega é tudo que fala de amor, de dor, e que quase sempre rima com isso.

Ser brega é ser verdadeiramente claro em sua natureza,

Por isso o brega é tão chique.

Porque não tem limites,

Porque não se reprime.

Brega é tudo aquilo que é incontrolável

E que é obviamente comparável.

Ser brega é dizer o que todo mundo já sabe e já disse.

O brega não se importa com nada

E, nisso, ser brega, é mais bonito que ser chique.

Brega são as cores claramente visíveis

E o chique, os tons deriváveis dessa breguice.

Levo a vida como um brega, e é exatamente por isso que sou chique

Andando de bar em bar, cantando em botequins,

Rindo e falando alto, chorando na frente dos outros,

Fazendo escarcéu,

Como se vivesse num bordel

E como um culto à indispensável pieguice.

Tolo é quem despreza o brega. Pois ali é que está a verdade de uma essência.

E que me desculpem aqueles que são mais comedidos, mas, ser brega, é muito chique!

Ao som de “Eu vou tiraaaaaaaar você desse lugar...
Eu vou levar você pra ficar comigo
e não me interessa o que os outros vão pensar!”

Odair José

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