No íntimo, somos bregas.
Porque brega é a verdade da alma
Que não precisa de máscaras e que não se disfarça, nem faz de conta,
Mas simplesmente é aquilo que é.
Brega é o espontâneo,
A máxima das frases ditas com exagero
E de todas as músicas tocadas e cantadas como melancolicamente vividas.
Brega é tudo que fala de amor, de dor, e que quase sempre rima com isso.
Ser brega é ser verdadeiramente claro em sua natureza,
Por isso o brega é tão chique.
Porque não tem limites,
Porque não se reprime.
Brega é tudo aquilo que é incontrolável
E que é obviamente comparável.
Ser brega é dizer o que todo mundo já sabe e já disse.
O brega não se importa com nada
E, nisso, ser brega, é mais bonito que ser chique.
Brega são as cores claramente visíveis
E o chique, os tons deriváveis dessa breguice.
Levo a vida como um brega, e é exatamente por isso que sou chique
Andando de bar em bar, cantando em botequins,
Rindo e falando alto, chorando na frente dos outros,
Fazendo escarcéu,
Como se vivesse num bordel
E como um culto à indispensável pieguice.
Tolo é quem despreza o brega. Pois ali é que está a verdade de uma essência.
E que me desculpem aqueles que são mais comedidos, mas, ser brega, é muito chique!
Ao som de “Eu vou tiraaaaaaaar você desse lugar...
Eu vou levar você pra ficar comigo
e não me interessa o que os outros vão pensar!”
Odair José









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