quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

De Nada e de Tudo ou De Todos e de Ninguém Completamente



De Nada e de Tudo ou De Todos e de Ninguém
Completamente


Repouso meu corpo sobre o teu
Repouso em ti a minha pele;
O meu peito;
Meu lado seu.

Mas, seu, não sou somente
Porque não nasci para aprisionar o meu corpo;
A Minha mente.

E embora seja inteiramente
Um lado seu,
O outro é de ninguém,
Nem mesmo meu.

Mas entrego-me a ti completamente;
Planto-me em tua terra como semente;
E nesse instante podes sim dizer que eu sou teu.

Porque sou todo
De cada coisa a que me entrego
E não nego:

Um lado meu agora é seu;
O outro lado já não é meu;
E o meu todo será daquilo que roubar-me,
Por um instante, desse mundo meu.

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