terça-feira, 9 de setembro de 2008

A Hora do Jantar ou Cortando Cebolas




"Relatos de uma vida diária que mostra alguns dos precipícios possíveis docasamento, onde o sentimento possível nunca foi o amor. A Hora do Jantar evidencia do lado negro a poesia; do refúgio a liberdade e do ocultamento de si mesmo, o entendimento do que seja o mundo em harmonia. "

A CERCA DO TEXTO

A história de "A Hora do Jantar" foi criada a partir do entendimento erebuscamento dos escritos de um grande filósofo Alemão chamado Schopenhauer. Ele, que prefaz o entendimento da vida como "vontade e representação", faz com que vejamos os atributos e mudanças deste mundo como fatos totalmente integrados à nossa "vontade de realização" ou de "libertação".

Sendo assim, este roteiro, é, através de seus personagens, essencialmente crítico e de caráter libertário. Infligindo, assim, positivamente, em alguns signos ainda presentes em nossa sociedade.

A violência contra a mulher é fator recorrente e, sabemos, não somente inerente às camadas mais pobres da sociedade. Há, ainda hoje, isto, em diversidade nas mais diversas camadas sociais.

Esta peça tem, portanto, uma função humanitária inteiramente positiva, visto que colocamos a mulher como foco principal deste signo de liberdade. Prega, neste sentido a igualdade de ações, de vontades e representações, entre homens e mulheres de formas absurdas ou não. Vemos nele, homens no lugar comum de mulheres, como é o caso do Peixoto, por exemplo, bem como mulheres assumindo postos que concernem à natureza comum dos homens, na valentia, na busca pela liberdade e pela necessidade de auto-afirmação. Isto tudo para dizer que este senso de liberdade é valor que não escolhe sexo, nem idade. Todos temos o direito e ninguém pode nos tirar.

Schopenhauer é, por si só essa vontade. Ele busca, em seus escritos, este senso. Busca encontrar no lugar comum a explicação para o sentimento que não se explica e, por fim, a idéia da satisfação através da liberdade. Mas para chegar a isso, passamos por caminhos sempre muito dolorosos. Como ele mesmo diz: "A satisfação ou a felicidade, não pode, conseqüentemente, ser outra coisa senão a supressão duma dor, duma necessidade; pois a esta categoria pertencem, não apenas os sofrimentos reais, manifestos, como também qualquer desejo cuja importunidade nos perturba o repouso, além do tédio mortal que da existência nos faz um peso."

Creio que assim se defina cada personagem dessa história ou assim se defina, quem sabe, toda a história em si. O principal neste argumento é notar que é necessário que entendamos, e que, sorvendo esta cultura, continuemos vivendo. Renovando assim os valores e conceitos de nossa sociedade. E é isto que faz este roteiro sair do lugar comum da ficção para entrar no lugar da
necessidade. Ainda que representando essa "vontade de libertação" de formas trágicas.

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