quarta-feira, 14 de maio de 2008

Silêncio de um amor acordado



Tanto teria para te dizer
Pois tanto tenho para te amar
Mas pressinto que as palavras não há... Não há...

Todo este alfabeto
Que transita pela língua,
E cai nos ouvidos de modo torto
Que define tudo de forma tão rasa
Já não consegue mais representar
Tudo que de melhor em ti eu posso reparar

E se não consigo definir essa tua beleza
Porque tento usar as linhas, as palavras e os versos?
Suspeito que faço para continuar percebendo
O quanto todas as letras continuam não cabendo...
E não cabendo...
Para definir coisas sobre essa tua natureza.

E já que palavras não existem
E por mais que elas me insistem
Palavras não há... Não há...
Eu prefiro continuar em silêncio
Deslisando minhas mãos sobre a tua pele
Sentindo o teu beijo trocado
Retirando de ti todas as peças de roupa
Trocando palavras por gemidos
Até adormecer novamente
Entendendo o verdadeiro sentido desse nosso silêncio
Completamente adormecido sobre teus braços.

Silêncio...
Silêncio...
Eu não preciso e nem quero desse sonho ser acordado!
Silêncio...
Silêncio...

Silêncio...
Adormecido sobre teus braços...
....

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