
Às vezes pensamos tanto sobre a vida, sobre o seu sentido, seu valor e na maioria das vezes não encontramos o sentido de estarmos neste cosmos. A cada dia mais me convenço da futilidade do mundo, da pequenez do ser humano que é tão cheio de ninharias no seu modo de agir e falar e até mesmo no de se dar.
Depois de penar (e continuo penando), comecei a perceber melhor o que realmente tem e o que não tem importância na vida. Entendi o quanto de valores trocados eu tinha e que sem dúvida, algumas pessoas ainda tem. O que importa realmente é aquilo que é genuinamente verdadeiro e real, sem nada de fictício ou mascarado. Às vezes valorizamos tanto alguma coisa e de repente percebemos que essa coisa não tem valor algum. É o mito do nada que nos circunda sem que percebamos. O que vale realmente é aquilo que nos faz sentir, que nos faz viver. E aquilo que é bom é o que nos faz nos sentir melhor. Posto que a única razão desta vida é vivê-la intensamente da mais absurda, caótica ou melhor maneira que pudermos vivê-la. Porque a FELICIDADE é apenas um estado de espírito. E portanto precisa ser alimentada para que não se desfaça como pólem de flores solto ao vento.
Perceber que apesar de toda carga ainda temos algo que nos faça feliz é o importante. E não importa o quanto o coro da tragédia cante. Se em algum lugar você encontrar um motivo que lhe acalme e lhe dê a certeza de importância nesta vida, então este lugar é o que lhe conforta e é o que realmente merece ser importante. Portanto, este lugar deve e merece fazer parte da sua vida. Esteja ele onde estiver, e é justamente ele quem lhe trará harmonia... Harmonia da alma, que nem sempre lhe é implícita e a "eterna" calma que lhe fará perceber que nada nessa vida é mais importante que a felicidade do seu corpo, do seu outro, na sua mente e no seu espírito. Respeito ao outro, a si próprio e ao inimigo. Pois nem sempre as coisas são menores do que parecem e nem sempre o sol se põe no mesmo lugar ao fim do dia.
Para amor e o meu filhote... As duas coisas que justificam o nascer de cada dia nesse cosmos em que tenho vivido.




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